quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013




Cheguei em casa. Cansada, com sono e com frio. Tirei os sapatos que estavam me incomodando desde a hora que pisei o pé naquele lugar. Toda iludida de que a noite seria perfeita. Você veio em minha direção e me perguntou se eu queria ficar com a sua turma. Bobo, claro que eu queria. Aceitei. Um tempinho depois começou a tocar uma musica lenta, não me lembro  qual era, estava completamente perdida observando seu sorriso. Resolvi ir até uma das mesas em que tinha bebidas e peguei uma água com gás. Você veio atrás e perguntou se eu tava bem. Com o sorriso mais tímido do mundo eu olhei para o seu rosto, ele estava lindo por mais que estivesse parcialmente iluminado pela luz.
O lugar em que nós estávamos era perfeitos. Você pediu para que voltássemos, voltamos. Você foi cumprimentar umas amigas. Juro que quase morri de ciúmes. Normal. Elas também vieram ficar com a gente. Você me chamou para o jardim do salão. Maldita ideia de vir de vestido. Estava muito frio. Nunca admitiria que quase congelei. Aquele sorriso bobo na sua cara me aquecia tão bem. Nunca tinha me sentido assim. Você veio em direção ao meu rosto. Dessa vez não me esquivei. Fazia tempo que eu esperava aquele beijo. Parecia que o mundo tinha parado. Foi intenso. Foi perfeito. Depois você olhou bem nos meus olhos, parecia que havia um pouco de paixão nisso tudo.
 Voltamos para o salão e você ficou o tempo inteiro abraçado comigo. Falei para você que iria no banheiro. Me olhei no espelho, a menina que refletia lá já não era mais a mesma, percebi que tinha mudado. Meu olhar era diferente. Joguei o cabelo para um lado, retoquei o batom. Quando cheguei perto do salão, você estava com outra. Mais uma vez tinha me iludido. Sou besta de ter acreditado em você mais uma vez.
Peguei o primeiro taxi e fui de volta para casa. Abri a porta devagar, entrei, subi para o meu quarto. E cá estou eu mais uma vez chorando por um babaca. Acordei na poltrona. Relembrei toda a noite anterior. Nojo. Era exatamente isso que eu estava sentindo. Nojo de mim. Peguei o celular para olhar as horas. 18. Exatamente esse número. 18 chamadas perdidas. Você me ligou 18 vezes? Resolvi mandar um sms. Escrevi “Hoje não quero falar com você. Olhe o que você fez. Se arrependa e venha falar comigo.”, você respondeu prontamente. Disse que tava na porta do meu prédio. Meu coração disparou. Que tola. Entrei no banheiro, tirei a maquiagem, fiz um coque. Vesti uma dessas roupas que eu compro por pura futilidade. Peguei meu celular, sai do quarto. Passei pela sala meus pais estavam tomando café, eu falei que ia até lá em baixo para falar com uma pessoa.
Antes de descer pensei em um palavrão qualquer. Era exatamente o que eu queria fazer. Te xingar. Quando cheguei vi que você tava com o olho vermelho, provavelmente não teria dormido, perguntei “A gandaia foi boa, né ?”, você me olhou , e perguntou se agente podia entrar. “NÃO”. Foi exatamente o que eu respondi. Você me olhou assustado e disse que eu ficava linda assim brava e com cara de sono. Fiquei com vontade de ir embora, mas você me puxou antes mesmo de eu dizer qualquer coisa, e me beijou. Não, não foi igual a primeira vez, dessa vez eu senti um pouco de carinho. Mas eu estava confusa, não sabia distinguir o que estava acontecendo. Era como se... Bem, já me decepcionei antes ! De novo não !

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Quem sou eu? Sinceramente, eu não sei até hoje. Milhares de expectativas, algumas ilusões, muitos amores, vários sonhos. Gosto de sorrisos, abraços demorados, criaturas místicas chocolate, fotografia, moda...
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